O tipo de mãe que eu gostaria de ser
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| Fotinha bem aesthetic pra começar o post. Aqui eu estava gravidinha da Lilly <3 |
Oiee!
Desde que me tornei mãe, fico refletindo muito sobre o tipo de mãe que vou ser para minha filha. Na verdade, comecei a pensar sobre isso recentemente, depois que percebi que estava tentando me encaixar em um arquétipo que eu não sou.
Depois que a Lilly nasceu eu, por algum motivo que não faço ideia do porquê surgiu, comecei a acreditar que, para eu ser uma boa mãe precisaria entrar naquele papel de mãe perfeita: a que trabalha fora mas sempre deixa a casa limpa e 100% organizada (igual um armário totalmente arrumado com caixinhas clean e etiquetas para tudo, tipo assim), a que cozinha e cozinha bem e congela comidas de forma organizada, com etiquetas e tudo, para quando precisar. A que faz bolo, pão caseiro, não deixa uma manchinha sequer nas roupas e que, depois disso tudo, ainda tem tempo de se cuidar, lavar o cabelo, andar arrumada todo santo dia e com as unhas feitas. Sem contar de manter uma rotina perfeita com minha filha e seguir todas as orientações que consultoras de sono sem formação alguma postam na internet*¹.
Depois de ficar nessa pira por uns 6 ou 7 meses, eu caí na real:
essa pessoa não sou eu e, mais importante que isso, não quero que a Lilly me veja apenas como a faz-tudo em casa*².
Esses dias vi um post no TikTok ou Instagram que nos comentários a maioria das pessoas relatou não se lembrar da casa arrumada ou limpa quando eram crianças, não porque a mãe não fazia, mas sim porque os momentos mais importantes, dignos de lembrança, eram justamente aqueles que a mãe não estava correndo pra lá e pra cá para dar conta de tudo. O que ficava na memória era um passeio junto, uma ida à praia ou até mesmo assistir um filme de tarde deitadinho no sofá.
Isso me fez refletir sobre a minha infância. Eu lembro de várias cenas da minha mãe correndo atrás de tudo para a casa ficar em ordem, mas as lembranças mais importantes que tenho, aquelas que dão um quentinho no coração, era quando ela parava e dava atenção pra gente, ou então quando ela simplesmente sentava no sofá e fazia crochê.
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| Toalhinha de crochê feita pela senhora minha mãe. O foco da foto era a costela de Adão. |
Eu sempre pensei que ser uma boa mãe era ser presente. Mas com o tempo eu acabei adicionando mais coisas na lista. Era ser presente e cozinhar bem, limpar a casa, organizar tudo e, principalmente, lembrar de tudo.
Mas o principal problema era que, quando eu estava focada em deixar tudo funcionando, além de não conseguir ser totalmente presente, eu estava deixando de lado aspectos que eu realmente queria mostrar pra minha filha.
Eu queria que ela soubesse que tem uma mãe criativa (no sentido de quem gosta de criar coisas mesmo, não no de inovar). Uma mãe que tricota, faz crochê, costura roupa, inventa moda, escreve, gosta de blogs, lê, organiza (eu tenho um gosto especial por organização, mesmo que minha vida não seja assim), enfim, que faz suas coisinhas e a inclui no processo.
Cheguei à conclusão de que não quero ser a mãe que está sempre preocupada em manter a casa limpa com uma organização impecável com tudo milimetricamente disposto no seu devido lugar.
Eu quero ser uma mãe que cria, inventa moda e inclui a filha nesse processo
Eu quero poder fazer bolo junto com ela, passar uma tarde pintando com a mocinha ou ensinar os primeiros pontinhos de tricô para ela. Quero poder andar de bicicleta com ela, passear no shopping ou comprar tecidinhos para fazer roupinhas de boneca
Obviamente que eu irei cozinhar comidinhas, limpar e organizar a casa para ela viver em um ambiente em ordem, marcar consultas (inclusive, tenho que marcar oftalmo), etc. Mas, não vou tentar ser perfeita em tudo isso.
Bom, por hoje é só. Qualquer coisa, eu vou avisando :)
Observações que surgiram na escrita e não queria deixar de fora
*¹ Escrevendo aqui percebo o quanto toda essa descrição é rídicula. Chega até a ser engraçado.
*² E o mais engraçado de tudo é que essa vontade surgiu em mim do nada. Quando eu estava grávida da Lilly, e até antes mesmo de engravidar, eu não achava que daria conta de tudo, muito pelo contrário, achava que criar um ser humano envolvia mais gente justamente pro caba não endoidar. Depois que a menina nasceu eu despiroquei 🤡



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